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Primeiro tenha clientes, depois abra o seu negócio.

  • Foto do escritor: Maristela Tamazzia
    Maristela Tamazzia
  • 6 de jan. de 2021
  • 2 min de leitura

A frase é explicativa e de autoria desconhecida, mas aplicada também ao ramo do direito. Não pense que depois de formado você terá clientes batendo a sua porta só pela bela fachada, pelo contrário, as despesas fixas virão e começaram a te afligir ainda mais.

Ter clientela é sinal de muita luta e dedicação, e aqui não digo apenas dos 5 anos do curso de direito, mas sim do seu posicionamento no mercado de trabalho, relações interpessoais, forma de se portar perante alguma situação. Há diversos momentos propícios que cria lembrança de caráter e confiança.

Abaixo elenco 5 erros mais comuns na hora de decidir abrir um escritório:


1º Não ter área específica: advogado não é clínico geral! Assim como na medicina é preciso estar voltado a atender uma área específica, firmando, quando necessário, parcerias para que seu escritório possa abranger todas as áreas do direito. Então se você é bom em previdenciário, evite atender um cliente na área penal, pois quando insatisfeito você terá uma recomendação ruim por anos.


2º Não pensar no planejamento financeiro: Um erro bem comum dos iniciantes é pensar que o gasto do escritório limita-se a sua montagem, com mobiliário, maquinário e quadros. O planejamento financeiro vai muito além disso, englobando custo com aluguel, luz, água, alimentação, limpeza, contador, registro, alvarás de funcionamento, conta empresarial, sistema, aplicativos, funcionários, vestimenta etc.


3º Postura profissional e imagem: Para os jovens advogados isso é fundamental, pois em geral as turmas de direito estão liberando no mercado de trabalho profissionais com idade entre 22 a 25 anos. Portanto a forma de se vestir, portar, relacionar com colegas no ambiente de trabalho, redes sociais é levado em consideração pelo cliente na decisão de fechar ou não um contrato de honorários. Certa vez um cliente me contou que recebeu minha indicação por um amigo e não estava muito confiante em fechar o contrato, porém ao verificar um vídeo meu tratando do assunto de forma clara, simples e madura decidiu que seria a pessoa certa a representar ele.


4º Misturar vida pessoal com profissional: algo muito comum no começo da carreira é ter apenas um celular para clientes e amigos. A carreira jurídica é massiva e exige muito dispêndio intelectual. Aconselho que depois de formar cartela tenha um novo número pessoal e deixe o antigo para o escritório. Meu telefone profissional sempre fica no escritório na sexta-feira, momento que a advogada fica em OFF.


5º Negociar seus honorários: é comum o cliente ‘pechinchar’ os seus honorários. A respeito do assunto costumo ter uma postura séria: não negocio. Meu valor é aquele e se meu cliente não pode me pagar, existe outros profissionais que podem chegar ao valor que ele objetiva, inclusive de forma gratuita a exemplo da defensoria. Todavia, sempre costumo facilitar o pagamento, desde que atendido o valor final que trabalho. Antes de qualquer atendimento consulto a tabela da OAB que orienta o valor a ser cobrado garantindo que eu tenha uma noção do valor que vou passar ao meu cliente. Não fique atrelado apenas ao êxito da demanda, please!


Poderia estender pelo menos mais uns dez itens de erros/aprendizados comuns no início da carreira, mas entendo que esses são muito valiosos.


Coautora Marcela Tamazzia

 
 
 

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